O poder de nomear as nossas emoções.

O poder de nomear as nossas emoções.

Você já se pegou pensando em coisas que não consegue identificar o que é?

Explode à toa e depois se pergunta por que fez isso? Perde a paciência e sai gritando com as pessoas?

Bem, seja bem vindo ao mundo das pessoas que não conseguem nomear seus sentimentos. É muito comum eu receber pacientes que tentam relatar o que sentem, mas não conseguem nomear o sentimento.

Aprender a identificar as emoções nos leva à um patamar de desenvolvimento incrível.

Por que se eu não sei o que não sei, como vou poder melhorar, me desenvolver?

Quando decidimos entrar nesta jornada, damos um primeiro passo que é sair da inconsciência para a consciência. Bem, vamos entender isso:

Existem coisas que nós fazemos no dia a dia que não são alinhadas aos nossos objetivos de vida, ou não são boas para nós, mas simplesmente não temos consciência disso. Somos inconscientes incompetentes, pois não temos consciência de que não sabemos. Um exemplo disso é imaginar que uma pessoa recebe um feedback de um colega de trabalho ao terminar uma apresentação e essa pessoa diz: Você já percebeu que tem um vício de linguagem? Por várias vezes você fala “né” durante a apresentação. E essa pessoa fica extremamente surpresa com este feedback, pois não tinha ideia que fazia isso.

Ao se dar conta de que este vício de linguagem atrapalha sua apresentação, ela sai da inconsciência incompetente para a consciência incompetente, pois ela toma consciência de que está fazendo errado, mas ainda não sabe aplicar o comportamento correto.

Neste momento há um passo crucial, que pode mudar tudo, que é a escolha.

A pessoa tem o poder de escolher o que fará frente ao fato de tomar consciência de que não está fazendo algo da melhor forma que poderia: ela pode escolher não fazer nada considerando a premissa “eu nasci assim, sou assim, sempre fiz assim, não consigo mudar”, logo, seguir obtendo o mesmo resultado, pois já dizia Einstein que é insanidade fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes ou ela pode escolher mudar, e, consequentemente, melhorar os resultados obtidos naquela frente.

Isto requer esforço, pois tira a pessoa da zona de conforto, e, por isso chamamos este estágio de consciente competente, pois a pessoa consegue aplicar o comportamento adequado, porém por não ser sua preferência natural tem que ficar se controlando e ajustando o tempo todo.

A boa notícia é que nosso cérebro visa guardar energia, portanto, ao fazermos algo repetidamente isto se torna um hábito, ou seja, torna-se automático ou inconsciente, por isso dizemos que o próximo passo é o inconsciente competente, onde o novo comportamento é incorporado ao modus operandi da pessoa.

A psicoterapia é uma maravilhosa ferramenta para ajudar neste processo de identificação dos nossos sentimentos, de nos tirar do inconsciente incompetente e nos ajudar a trazer à consciência o que sentimos e como ressignificar estes sentimentos.

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